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A RESERVA DAS CRISES PODE ESGOTAR

por João Brito, em 10.10.21

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Após uma reunião extraordinária do conselho de ministros, chegou-se à conclusão geral e consensual de que as crises anteriores foram brutais, mas não inesgotáveis. Talvez se tivesse abusado um bocadinho, digamos assim. Todavia, foi tudo feito com muita transparência e dentro da legalidade constitucional; aliás, como é apanágio de qualquer sociedade democrática que esteja habituada a conviver com as crises. É claro que houve uns ou outros, mais impetuosos, que exigiram que se apurassem responsabilidades. Porém, não passou de uma boca circunstancial e as bocas circunstanciais valem o que valem, graças a Deus. Até houve alguém que disse energicamente para se calarem, pelo que recebeu bastantes aplausos da maioria dos presentes. Um deles lamentou que, de uma forma ou outra, se tenha contribuído para a delapidação das crises com tanta acumulação, quando o pensamento da maioria era de que havia abastecimento para muito tempo e que até dava para exportar o excedente para outros países que também precisados estavam. Isto, para além da imprevidência de nunca se terem segurado as crises contra danos próprios. É uma falha irrevogável e, como tal, imperdoável para qualquer crise, venha ela de onde vier! "Irrevogável", foi um termo muito badalado por quase todos os presentes, acérrimos promotores das crises, que afirmaram ter andado a gastar acima das suas possibilidades há muito tempo.

Por enquanto, não foi emitido qualquer comunicado oficial sobre esta reunião, ficando no ar a grande questão: o que é que vai acontecer se se confirmar que a reserva das crises vai esgotar. Até já há quem especule, nomeadamente os soalheiros do costume que, feitas as contas, vamos ter de apertar mais os cintos por via de outra crise que se avizinha. São tão parvos, valha-lhes Deus! Então para que serve a "bazuca"?

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