
Recupero a rubrica, em epígrafe, que fazia parte de um blogue que jaz morto e arrefece:Após curto interregno natalício, cá estou com mais uma foto mistério para gáudio dos caríssimos leitores e leitoras que têm a bondade de passar por aqui, mesmo que seja, na hipótese mais optimista, uma passagem fugaz.
De modo análogo às anteriores, a foto é manipulada no sentido de pôr à prova, uma vez mais, a vossa memória visual. Presumo que a generalidade já adivinhou de quem se trata, sendo que é escandalosamente, evidente! Mas dou uma achega: trata-se, com efeito, de um barão vinhateiro, luso-britânico, do princípio do século passado, dono de extensos vinhais em Colares e cercanias.
Um aparte a propósito de Colares e ao redor, pois penso que o saber não ocupa lugar, como disse alguém, não sei quem: Pétros Políbio, filósofo e lutador greco-romano, já falava dos vinhos de Colares e arredores como sendo dos mais famosos "collums" da Lusitânia e Arrabalde. Isto, um século antes dos visigordos e dos vândalos dos suevos terem invadido a Península de Troia, desde o Carvalhal até à Praia Grande, imaginem!
Mas, pronto, foi só uma curiosidade. Continuemos, então, com a personagem proposta de que pouco se sabe a não ser o facto de se ter tratado, efectivamente, de uma figura lendária do mundo dos vinhos. Mesmo desconhecendo-se a razão de tal lenda. Presume-se, apenas, que deve ter passado o resto dos seus dias dividido entre Almoçageme e a aprazível e romântica Sintra. Também se julga, com base em probabilidades, naturalmente, que era dado aos prazeres mundanos, tão característicos da classe aristocrática à qual pertencia.
Dos seus ascendentes quase nada se sabe e pensa-se que pode ter sido concebido, algures na Quinta da Regaleira, o que vem dar alguma credibilidade a alguns especuladores que afirmam que ele era um regalo de menino.
Também se conjectura que cresceu num ambiente muito austero e homofóbico e que, em pequenino, sonhava que era um escantilhãozinho de fino cristal.
Enfim, todas estas histórias valem o que valem, pois não passam de presunções, algumas falsas, evidentemente.
Sabe-se também que entre os seus admiradores incondicionais se contava um conhecido cortesão, Claire Clairmont, de quem era muito íntimo e com quem tomava o chá das cinco na Piriquita – passe a publicidade – , servido juntamente com o habitual travesseiro, doce regional pelo qual se pelava perdidamente (até eu, caraças!).
Finalmente, para os românticos, ele será eternamente, Lord Jorge.
E pronto, penso que esta é de caras. No entanto aqui ficam as propostas costumeiras onde somente uma corresponde à ou, no caso, às personagens propostas.
Não há prémios, à semelhança das fotos mistério anteriores, mas podem continuar a escrever as respostas através de bilhete-postal e endereçá-las para as residências habituais para testarem o grau de morosidade dos CTT.