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censo estatístico.jpg

Chegou-se ao ponto em que não se sabe se é ponto final ou, ainda, ponto de partida; quiçá, ponto de fuga. Tal como a persistente dúvida entre o ponto de espadana e o ponto de rebuçado e aí é que bate o ponto! A somar a isto, fazendo o ponto de situação, constata-se que o capital continua de costas voltadas para o trabalho e vice versa, o que, segundo o meu ponto de vista, é um eterno ponto de conflito; um ponto fraco da democracia ou, se quiserem, o seu ponto nevrálgico. Por exemplo, o governo anda com vontade de acrescentar mais uns trocos ao salário mínimo nacional para ver se a malta mais desprovida de recursos, em último recurso, consegue fazer face à miséria em que a pandemia a deixou.
É claro que, com a caganifância do dito salário, não se faz face a nada; chega a ser pornográfico. Assim, enquanto uns gritam aqui-d'el-rei, os outros dizem que os aumentos que o governo propõe são ridículos.
Pergunta você, aí, com muita legitimidade: Por que é que uns continuam a dizer que estes aumentos são insuportáveis e os outros reclamam aumentos de noventa euros, porquê?! Pois, olhe, também não sei! O que sei e o que você certamente sabe é que a generalidade está farta de ouvir sempre os mesmos discursos de um lado e do outro da barricada e continua tudo como dantes, quartel-general em Abrantes.
Porém, não era bem este o propósito desta prosa; prometo que o desenvolverei com maior acuidade, em exclusivo e sob consulta. Queiram desculpar mais um dos meus inumeráveis devaneios.
Vamos lá ao que interessa: estatísticas. Após muita reflexão e algumas insónias, achei por bem partilhar convosco o resultado, em síntese estatística, do meu censo.
Ressalvo que não sou estaticista e muito menos esteticista, o que não é, de todo, a mesma coisa. Devo esclarecer que a minha tese não diverge muito do último censo que, segundo o motor de pesquisa, ocorreu em 2017. Esta é de 2019, portanto queira desculpar algumas imprecisões, cujo culpado é, forçosamente, o vírus Covid-19.
A leitura do censo estatístico oficial (mais uma vez, peço desculpa por uma ou outra inexactidão), permite-me fazer a seguinte interpretação, a grosso modo, vá lá (se tiverem dados dignos de fé, agradeço que me corrijam porque estes não são, seguramente, fiáveis):

Número de habitantes:............................................................10 000 000
Pessoas com mais de 65 anos:..................................................2 800 000
População trabalhadora:...........................................................7 200 000
População com menos de 18 anos:...........................................3 200 000
Aptos para o trabalho:...............................................................4 000 000
Funcionários da Administração Pública:..................................2 400 000
Aptos para o trabalho:..................................................................600 000
Forças Desarmadas:.......................................................................30 000
Aptos para o trabalho:....................................................................60 000
Hospitalizados e demais enfermos (inclusive os nas lonas):.......300 000
Aptos para o trabalho:..................................................................100 000
Chulos e afins:................................................................................26 000
Aptos para o trabalho:....................................................................74 000
Ociosos (políticos, presos de litro comum e outros):.....................73 998
Aptos para o trabalho: ............................................................................2
E quem são os dois que estão aptos para o trabalho? É claro e evidente (passe a redundância) que somos nós, caro(a) leitor(a): você e eu. Só que eu fui despedido há uma porrada de tempo por absentismo, portanto, sobra você e faz muito bem porque demonstra um sinal inequívoco de portuguesismo exacerbado. 

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