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Após uma reunião extraordinária do conselho de ministros, chegou-se à conclusão geral e consensual de que a crise era brutal, mas não era inesgotável. Talvez se tivesse abusado um bocadinho, mas foi tudo feito com muita transparência e dentro da legalidade democrática.
Claro que houve um ou outro ministro mais impetuoso que exigiu que se apurassem responsabilidades. Todavia, não passou de um desabafo circunstancial e os desabafos circunstanciais valem o que valem, graças a Deus. Até houve alguém que lhes disse energicamente para se calarem, pelo que recebeu bastantes aplausos da maioria dos presentes.
Um dos ministros lamentou que, de uma forma ou outra, se tenha contribuído para a delapidação da crise, quando o pensamento da maioria era de que havia abastecimento para muito tempo e até dava para exportar o excedente para a Grécia porque, tradicionalmente, os gregos costumam ver-se gregos por tudo e por nada. No entanto, para não se ferirem susceptibilidades, ter-se-ia de agradar também a troianos, não fossem ficar melindrados. Isto, para além da imprevidência de nunca se ter segurado a crise contra danos próprios. É uma falha irrevogável e, como tal, imperdoável para qualquer crise. Venha ela de onde vier!
"Irrevogável" foi um termo muito badalado por quase todos os presentes, acérrimos promotores da crise, que afirmaram ter gasto acima das suas possibilidades.
Por enquanto não foi emitido qualquer comunicado oficial sobre esta reunião, ficando no ar a grande questão: o que é que vai acontecer quando se confirmar que as reservas da crise estão esgotadas? 
Já há quem especule, nomeadamente os soalheiros do costume que, feitas as contas, vamos ter de apertar mais os cintos lá para meados de 2015. São tão parvos, valha-lhes Deus!...

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