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A NOSSA BOMBA ATÓMICA

por João Castro e Brito, em 21.01.21

a bomba atómica portuguesa.jpg

Como me sobra muito tempo para pensar, tenho andado cá a cismar com uma ideia e decidi revelá-la só pra vocês. Sei cá; há coisas q'a gente não pode, simplesmente, guardar, mesmo que sejam falsas e, afinal, a falsidade até está na moda, n'é? Aliás, segundo Descartes que, como sabem, era um filósofo céptico c'mo caraças, as ideias são o produto de uma imaginação febril e, nessa perspectiva, existe uma necessidade imperiosa de as partilhar com alguém.
A relevância deste sentimento de identificação, digamos assim, prende-se com um aspecto de primordial importância para a nossa sobrevivência como país soberano. Se é que as pessoas ainda têm alguma noção do seu significado. Trata-se, obviamente, de um elemento fundamental para a nossa continuidade como nação independente.
Ora, a minha convicção é a de que estamos muito desprotegidos. A nossa defesa e integridade territorial andam um bocadinho à deriva; não conseguimos impor respeito, inclusive àquelas couvinhas de Bruxelas, e acho que é uma situação muito comprometedora para a nossa credibilidade internacional e, por conseguinte, deixa-nos muito expostos.
Penso que devíamos por cobro, de forma exemplar, a essa falta de consideração. Todos querem botar a pata em cima de nós e não pode ser! Temos de acordar deste maldito sopitamento que nos persegue há séculos! O que lá vai, lá vai. É tempo de olharmos em frente e fazer cumprir Portugal como dizia uma pessoa muito importante, cujo nome não me ocorre de momento.
Assim, lembrei-me da história dos submarinos e surgiu-me uma ideia que julgo que seria do agrado das altas patentes militares, nomeadamente do almirantado e do generalato.
Estou convicto de que ainda há patriotas, sabendo, contudo, que nos debatemos com uma crise de falta de patriotismo que até dá dó! Ao menos valham-nos as honrosas excepções dos políticos da nossa praça, designadamente, aqueles valorosos que estão lá fora, há uma porrada de anos, a lutar pela Pátria no Parlamento Europeu.
E é aqui que entra o conceito que está na base deste artigo: a bomba atómica. Pergunto porque carga d'água é que há países que têm bombas atómicas e nós não? Vá, expliquem-me! Lá porque somos pequeninos não significa que tenhamos menos valor, que diabo! Aliás, até se costuma dizer que os países não se medem aos palmos e, nestas coisas, dou a mão à palmatória da sabedoria popular.
Por isso acho que também devíamos ter uma bomba atómica. Das melhorzinhas, claro. Não queremos cá a porcaria que os americanos já não usam! Mesmo que fosse pequenina! Dava-nos cá um jeitão, não acham?
O ideal era - e aqui é que entra a prestimosa e elevada colaboração dos nossos almirantes - instalá-la num dos Tridente; sim porque a gente só quer uma, não são necessárias mais. Ficava instalada bem à vista para suscitar algum respeito aos transatlânticos que, um dia, não se sabe quando, vão voltar a atravessar o estuário do Tejo num constante vai e vem. Assim, os turistas palermas que nos visitarem, já podem ir contar lá para os seus países que a gente também tem uma bomba atómica e não está para brincadeiras!
É evidente que é preciso ter sempre algum cuidado. Imaginem que esta estrangeirada é mal intencionada e resolve não regressar aos países de origem. Com que intuitos, vá, digam?! Isto, agora, todos os cuidados são poucos, pois, por trás da aparente bonomia de um nórdico estupidamente louro, pode-se esconder um potencial jihadista islâmico!
Assim, para evitar surpresas desagradáveis, levavam logo com uma bujarda de aviso que até andavam de roda e punham-se logo na alheta que era limpinho! Só para não se armarem aos cucos! Depois, fossem lá fazer queixinhas ao Totta q'a gente até agradecia! Sem contar que era bestial para a nossa auto-estima, diga-se de passagem!
A propósito de auto-estima e antes que me esqueça, quero deixar aqui um aparte: reforçar a minha mais profunda admiração pelo nosso falecido rei, D.Sebastião "O Desejado". Ainda estou convicto de que, um dia, sobretudo com nevoeiro, ele há-de vir, se Deus quiser. Não me posso esquecer daquela sua célebre frase: "Mais vale ser rei por um dia, do que escrava toda a vida!", lembram-se? Se isto não era auto-estima, então era o quê? Bem, é assim: não sei se foi ele, se foi o Padre António Vieira ou o Fernão Mendes Pinto, mas isso não é muito relevante para esta estória. O que é relevante é que tenhamos em mente que de Espanha nem bons ventos nem bons casamentos! Vejam o caso dos ex-soberanos, Juan Carlos e Sofia que, até há bem pouco tempo, dormiam em camas separadas desde que se casaram ou o da infanta Cristina, envolvida em escândalos de corrupção, juntamente com o seu marido, um conhecido empresário mafioso com ligações à Cosa nostra.
Já não há monarquias como no tempo do D. Afonso Henriques. Se bem que o que ele fez à mãe foi muito feio! Todavia, penso que os portugueses o perdoaram há muito porque desse triste episódio resultou este belo "canto à beira-mar plantado", como a malta gosta de dizer.
Mas, voltando ao "Toro de Osborne", é preciso estarmos atentos, não vamos levar uma cornada quando e onde menos esperarmos.
Esta coisa de partilharmos, há séculos, a mesma península, não obsta a que um dia, enquanto estivermos a dormir, os castelhanos não se lembrem de entrar por aqui adentro, aproveitando o facto de termos o mau hábito de adormecer de barriga para baixo.
Por essas e por outras é que era ideal termos a tal bomba atómica preparada para qualquer eventualidade. Além disso, se os "nuestros hermanos" soubessem que tínhamos uma coisa dessas, pensavam duas vezes antes de nos invadirem. Sempre ouvi dizer que o respeitinho é muito bonito! É claro que se atirássemos para lá a nossa bomba, eles podiam retaliar com a central nuclear de Almaraz, rebentar com aquilo e lixar tudo, mas quem tem cu tem medo e, com bomba daqui e central dali, sempre se reduzem as chances de uma crise atómica. É a chamada "paz nuclear", estão a ver a coisa?
A bombinha faz-nos muita falta! É pena estarem tão caras, mas isso também se podia resolver através de uma subscrição nacional. A dividir por todos não custava nada e até podia ser que nos fizessem um desconto especial. Se estamos a sustentar os banqueiros sem termos contrapartidas, não vejo razão para não acarinharmos, patrioticamente, a ideia de uma iniciativa de angariação de fundos para obtermos a nossa bomba atómica. Até pode ser que consigamos comprar uma mais baratinha através da Internet, com garantia de manutenção gratuita contra defeitos de fabrico, o que nos livraria de despesas adicionais, tais como uma explosão acidental, por exemplo.
Com uma arma assim, tão destruidora, acabava-se logo com os repontões do costume. Quem se portasse mal ia logo corrido à bomba atómica, fosse cá dentro ou lá fora!
Vamos lá amadurecer a ideia da nossa bombinha atómica, "faxavor", ok?
Agora, com tantos confinamentos, até temos mais tempo para reflectir...

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EXPORTAR É PRECISO

por João Castro e Brito, em 18.10.20

Angelica e Sarcozinho.jpg

Dizia-se que a crise de 2008, a tal que obrigou à intervenção dos agiotas da troika em Portugal e Grécia, era a culpada do estado a que o Estado tinha chegado nestes países. Desculpas e outras que vamos ouvindo e lendo ao longo gerações porque se não é disto é daquilo ou até de aqueloutro ou, em bom português: se não é do cu é das calças.
Porém, e não pondo de lado a hipótese de existir aqui alguma parcela de fundamento, ainda que diminuta, se excluirmos as crises dos outros, com as quais podemos bem, já cá existia uma há uma porrada de séculos. Ademais, agora, levámos com mais uma que não é somente dos outros, talvez uma das piores de sempre. Isto, não contando com as opiniões dos que acreditam em teorias conspiratórias e outras merdas ou estão convencidos de que isto é inócuo. Não esqueçamos que o Trump chama àquilo o "vírus chinês" e o Bolsonaro, uma "gripezinha". E têm seguidores incondicionais (estúpidos incondicionais, para ser mais preciso)!
Mas, vamos lá saber, na minha modesta opinião e, naturalmente, saber limitadíssimo, como e quando começaram as crises em Portugal e, segundo o meu simples entendimento, qual a melhor forma de as contrariar:
A primeira situação de crise parece ter despontado no inicio da nossa fundação, quando os interesses do governo de Dona Teresa de Leão e os de seu filho Afonso Henriques entraram em colisão e resolveram a coisa à estalada. Situações destas entre uma mãe e um filho não são nada simpáticas e pior, foram um mau presságio para o que viria depois. O resultado é isto, passados quase novecentos anos de história.
Contudo, regressando ao assunto sobre o qual me propus escrever, penso que não se pode continuar a baixar os braços e confiar cegamente no poder Divino. O Senhor nem sempre está virado para aí ou seja: Ele é omnisciente e omnipotente, mas nem sempre é omnipresente. Portanto, não exageremos nas nossas reivindicações; temos de dar uma ajudinha, ser autónomos que diabo! Peço desculpa por misturar o profano com o sagrado, mas aqui até fica bem.
Há novos caminhos a percorrer. Se estiverem cheios de balsas, alguém tem de os desbravar. Afinal onde pára o engenho dos portugueses e o tão afamado espírito do desenrasca (não confundir com "geração rasca", expressão inventada pelo "senhor Silva")?
Por isso, este meu texto é o culminar de uma reflexão muito profunda e muito séria acerca da problemática da crise e penso que um contributo para ajudar a combatê-la. A bem da Nação, evidentemente.
Assim, para vencer a crise, é vital que ataquemos a coisa de frente três vezes sem tirar (há quem a ataque por trás; é tudo uma questão de perspectiva e até de gosto):
 
TEMOS ALGUMA TECNOLOGIA DE PONTA, MAS FALTA-NOS UMA MAIS SOFISTICADA:
Temos as horas de ponta, a ponta de Sagres, a ponta sobre o Tejo, a ponta Vasco da Gama, alguns fins de semana com pontas, a faca de ponta e mola, com ponta, sem ponta, mas, indubitavelmente, falta-nos uma verdadeira tecnologia de ponta e uma tecnologia tão sofisticada não se adquire assim do pai para a mãe. No entanto, não vale a pena pensar que somos impotentes perante a falta de ponta. Com um pequeno esforço, talvez possamos ir a tempo de arranjar alguma ponta, enfim, a suficiente para termos um final feliz. Faz-se o que se pode e a mais não se é obrigado, n'é verdade?
Vamos apontar, então, para uma verdadeira tecnologia de ponta. Não somos melhores nem piores que aqueles que não descortinam a ponta dum corno quando nos apontam o dedo como os maiores esbanjadores de fundos europeus. Um ponta pé no cu e vão para a ponta que os pariu, ociosos!
 
EXPORTAR É PRECISO:
Continuamos, obstinadamente, concentrados nas exportações de vinho do Porto, vinho de mesa, azeite, rolhas de cortiça, calçado, papel higiénico e lencinhos Renova (passe a publicidade), panelas de pressão Silampos (passe a publicidade) e pouco mais.
Temos fortes potencialidades para alargar o âmbito das mesmas a outros sectores da actividade económica, por forma a que, finalmente, possamos equilibrar a nossa balança de pagamentos e reduzir a dívida pública.
Destaco algumas ideias que me parecem pertinentes:
Exportação de chá, tapetes de Arraiolos e gatos para a Pérsia; Casas e rosas para o Butão; Milho para o Peru; Pescada para o Chile; Patos para a Patagónia, Rissóis para os Camarões; Negócios para a China; Cavaco e Maria para o Vaticano; Lâminas para Barbados; Malte para a Malta; Solas para o Ceilão, et cetera.
Se houver vontade política e capacidade empreendedora, é só negociar com os candidatos a importadores das nossas matérias, pois não nos faltam produtos de excelência.
E pronto. Penso que estas sugestões que aqui deixo para tentar minorar a crise devem ser objecto de um estudo muito sério por parte de quem de direito, seja ele administrativo, canónico, civil, comercial, comunitário, fiscal, internacional, penal/criminal, público, de autor e afins.
E, mais uma vez, insisto: protejam-se bem, nomeadamente os velhinhos porque os jovens não querem saber; são uns inconscientes do caralho!
Se a gente bater a caçoleta, da maneira que isto está, vai directamente para a salgadeira sem ter direito a missa de sufrágio, acreditem! Ao que chegámos! Mas não esmoreçam que melhores dias virão se não morrermos antes.

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A REPÚBLICA EM TRÊS ACTOS

por João Castro e Brito, em 09.11.17

a república.jpeg

Acto 1:
A República tem exercido em mim, desde que me conheço, um enorme fascínio. Isto, só para não dizer encantamento que é a mesma coisa.
Fascínio pela figura sensual, pelas maminhas empinadas e por aquele lindo barrete enfiado na cabeça. Um "tesão", parafraseando aquele cara lá do outro lado do Atlântico, cujo nome não me ocorre.
Tenho-a venerado que nem um louco em fotografias, xilografias, litografias, fantasias, desenhos, bustos de gesso e até em voluptuosos sonhos nocturnos que me escuso de descrever por uma questão de decência. Porém, por muitos e infelizes acasos, nunca tive oportunidade de a conhecer em carne e osso. Penso que tem sido a grande falha e o grande drama da minha pobre existência. Sim, sem ela sou o mais pobre dos pobres!
Amo-a desde pequenino. Acima de tudo e por amor a ela tornei-me a mais desgraçada e solitária das criaturas ao cimo da terra. Sem a República a vida não tem sentido; tudo se torna indigno da minha devoção.
Debalde (não confundir com de balde, até porque não se enquadra neste contexto), perdi dias, meses e anos a fio, à procura daquela que tinha eleito como a rainha do meu coração e, afinal, em vão (era chato repetir debalde).

Acto 2:
Oh, minha amada República! Estou convicto de que se soubesses a pureza dos meus sentimentos e das minhas intenções, render-te-ias a esta paixão avassaladora, fofinha!
Esta coisa é "fogo que arde sem se ver" e consome-me as entranhas do ser mais profundo, pois se "fora" possível iria mais fundo! Oh, senhores, o amor não correspondido é uma coisa muito aborrecida (estavam à espera que eu escrevesse uma asneira, n'era? Eu não sou o MEC!)!
Há dias, minha paixão assolapada, mirei-te numa capa de livrinho, gasto pelo tempo, exposta numa vitrina suja de um alfarrabista da baixa e o meu coração parecia que me ia saltar do peito. Estavas insuportavelmente linda, alta, a atirar para o cheiinho - como gosto - , num deslumbrante desnudamento e num arrebatamento tão natural na tua condição de pátria involuntária. Sim, porque não tiveste culpa de teres sido escolhida em pretérito da outra! Aconteceu porque sim e tu foste na onda.
Também foi lindo ver hastear a nossa bandeira nos Paços do Concelho, no teu dia de aniversário em 2012, ainda que ao contrário. Compreensível, num dia tão inesquecível...
Assentava-te tão bem o escudo armilar (oh, meu Deus, o escudo armilar, que excitante!) numa mão e a lança na outra que até já foi em África. Ai, como desejei ser vitrinário naquele momento! Só Deus sabe, a despeito do meu cepticismo...
Mais te amei naquela parcela tão diminuta de tempo e beijei a montra feito um insano, indiferente a quem passava.
De pronto, parti no teu encalço, não obstante gostares de andar descalça, minha gazela doce e paradoxalmente selvagem.
Regressei tal como parti: triste e desiludido, embora, à partida, ainda me restasse uma centelha de esperança.
Percebi que me evitavas, quiçá, por usar óculos ou não ser alto e consistente como tu.
Porém, amor, se pensas que vou manter esta toada de sofrimento, bem podes tirar o cavalinho da chuva! O tempo tudo cura, mesmo que este coração, agora, sangre abundantemente por ter ficado preso aos teus encantos.
Não julgues que me derrubas por via de um amor não correspondido, querida República! Pelo contrário, dás-me cá uma risota! É tão bom ser-se assim tão idiota. É bué giro ser-se um parvo chapado, gargalhar alarvemente, mas é raiva certamente, porque te sou indiferente.
Sou tão míope que não sei o que vejo em ti! Se fizesses um esforço, podias ver que não sou tão xarope e parvinho de todo e até podia chegar-te aos calcanhares com uns sapatos de tacão alto!
Prometo que te esqueço e vou para outra mulher, quiçá a Monarquia que, apesar de poeirenta e cheirar muito a mofo, ainda é capaz de romper meias-solas. É só falar com o Dom Duarte que é mais Pio do que tu. Ou tu julgas que isto é uma república?!

Acto 3 (se calhar, epílogo soava melhor, mas que se lixe!):
"Ai de mim, mas de (ti) ai, que eu morrendo, (não) entendo" (com a devida vénia ao porreiraço do meu amigo, Luís Vaz).

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TORNEIO INTERNACIONAL DE JUJITSU PARIS 2016

por João Castro e Brito, em 20.07.16

jujitsu.jpg

Dimitri Payet foi considerado o melhor lutador do Torneio Internacional de Jujitsu Paris 2016, depois de ter deixado o português Cristiano Ronaldo muito mal tratado. O atleta francês desferiu-lhe um golpe muito feio no joelho esquerdo, logo aos 7 minutos de combate. De seguida, arremessou o português ao chão, sem mais aquela, incapacitando-o decididamente de continuar a disputa.
Todavia, Portugal ficou em primeiro lugar, colectivamente e, naturalmente, trouxe a Taça.
O treinador francês, Didier Deschamps, chauvinista dos quatro costados, como um verdadeiro gaulês que se preza de tal predicado, afirmou que Portugal foi uma surpresa de merda; que lutámos todos à defesa e todos ao ataque, táctica futebolística inapropriada para este contexto de artes marciais (sem saber como nem porquê, lembrei-me de outro grande treinador, chamado Béla Guttmann).
Para além do mau perder habitual dos gauleses, faltou-lhes a eficácia e lucidez (sobrante no adversário luso) para calar o Fernando Santos que já andava a ameaçar, há uma porrada de dias, que só saía de França no dia 11, mais a mais com a taça na mão, o que contribuiu para irritar ainda mais, o treinador da França que até espumou de raiva.
Griezmann, Gareth Bale, Toni Kroos, De Bruyne, Hazard, Ozil e Pogba, entre outros, também deram luta, mas não foram suficientes para nos roubar o título colectivo.
E pronto, daqui a quatro anos há mais, se a gente não morrer antes. Entretanto o título é nosso durante uma "legislatura" e o resto são tristes cantigas francesas com um grande galo depenado e um vira minhoto com um belo galinho de Barcelos...

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PORTUGAL NA LIGA ÁFRICA E AS SANÇÕES À RÚSSIA

por João Castro e Brito, em 22.09.14

antónio vitorino de almeida.jpg

- Portugal parece estar de saída, embora, por enquanto, não haja confirmação oficial de tal moto próprio. Ao contrário do que se possa pensar, será uma decisão espontânea que não tem nada a ver com pressões políticas vindas das couvinhas de Bruxelas.
Depois da última visita do primeiro ministro à Alemanha para explicar as razões dos sucessivos chumbos do Tribunal Constitucional a várias medidas e normas do Orçamento do Estado, aprovadas pela maioria e não obstante a compreensão manifestada pela senhora Merkel pelos problemas do nosso país, estará para breve – pensa-se – a saída de Portugal da Zona Euro e das respectivas ligas e taças europeias, transitando para a Zona África e, por inerência, para a liga África como membro de pleno direito. Porém, longe de ser um constrangimento, como atrás referi, poderá ser uma opção inédita de soberania de um estado membro. Pensa-se, até, que a decisão de Portugal poderá servir de mote a saídas discretas de outros países, tais como a Espanha, a Grécia e quiçá, a Itália, pela porta do cavalo.
«Há muito que devia estar lá, pois, estando ainda a mil anos-luz dos nossos padrões de vida elevados, tem qualidades suficientes para poder pertencer, com orgulho, à liga África.» – terá afirmado um deputado do Parlamento Europeu, um nórdico imberbe cheio de pústulas na cara e um queixinhas compulsivo.
 
- Nos corredores diplomáticos comenta-se muito a dureza das sanções impostas pelo governo português à Rússia.
Uma fonte próxima do Kremlin Palace Hotel chegou a afirmar: «Com as outras era canja, mas com estas não sei se nos iremos aguentar durante muito tempo só com caldinhos de arroz ...»
De entre os que defendem enérgica e patrioticamente estes actos executórios, conta-se a presença do conhecido compositor e maestro António Vitorino de Almeida que tem tocado ininterruptamente uma marcha fúnebre, ao piano, em frente à embaixada da Rússia, vai para três meses e um dia e já só toca com os dedos dos pés por via de uma tendinite aguda nos membros superiores. Como consequência da persistente e resoluta manifestação do Maestro, já se contam 12 neuroses depressivas, 6 tentativas de suicídio, cinco das quais com resultados de sucesso e um traumatismo ucraniano.
No entretanto, o governo não cede um palmo e ameaça intensificar as acções sancionatórias, passando a realizar o concurso "O preço certo", todos os dias, mesmo à porta da embaixada.
Vladimir Putin já tinha telefonado ao seu homólogo português na tentativa de o convencer a dissuadir o primeiro ministro de não avançar com mais medidas. Intentos que, segundo o entendimento do presidente russo, em nada beneficiariam o clima de boas relações existente, até àquela data, entre os dois países.
Como medida de retaliação, contra-ameaçou com o bloqueio total às nossas exportações de rolhas de cortiça, muito utilizadas na produção local de álcool etílico, nomeadamente na rolhadura de garrafas de vinho a foice e martelo e outros produtos vinícolas isentos de uvas – passe a contradição – , o que vem a dar ao mesmo.
Prometo que voltarei a ambos os temas, assim que sejam conhecidos mais desenvolvimentos. Obrigado e bem hajam!

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