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A PRIMAVERA

por João Brito, em 21.03.22

Nastassja Kinski1.jpg

Não recordo que tenha publicado alguma coisa a propósito da Primavera, mas, se o fiz, agradeço, desde já, a vossa compreensão à qual já me acostumei ao longo dos extensos anos de existência deste excelente blogue (peço imensa desculpa pelo elevado grau de auto-estima, mas, se não for eu, quem é que enaltece o meu trabalho?), nomeadamente os silêncios que nunca são demais e, mais uma vez, muito obrigado pela infinita paciência que têm tido.(1)
Posto isto, passo, então, a descrevê-la, sem pontos, mas com uma profusão de vírgulas nunca dantes vista e tampouco imaginada (que me perdoe, Saramago, o infame sacrilégio) e, se não se importam, começo por dizer que, segundo o calendário Gregoriano, cujo significado já tive oportunidade de esmiuçar num artigo, algures, por aqui (?), costuma chegar por volta do dia 21 de Março e este ano não foi excepção, só para variar, graças a Deus e abençoada seja porque, não obstante chegar um bocadinho insípida, é sempre uma alegria recebê-la e, claro, com ela vêm as flores de mil cores, tons e múltiplas fragrâncias, os passarinhos que são os pardais, as passarinhas que são as andorinhas, o Sol(3), os prados verdejantes a perder de vista, a eterna Nastassja Kinski sem qualquer razão a não ser porque sim, o céu azul que às vezes é cinzento porque está encoberto e outras vezes chuvoso quando as nuvens ficam muito pesadas, dependendo tais variações climatéricas (vulgo humores) da disposição do manda-chuva do Céu ou, quiçá, do estado anímico de qualquer chefe de família que se preze de torcer pelo clube do seu coração, pois há quem se dê mal com as derrotas, mas também com os ovos (?!)  ou com a esposa (vá que não vá) quando se trata da sua equipa, uma vez que a lecitina (só agora é que percebi a analogia) não deve ser confundida com letícia que, sendo nome de mulher, também pode ser de boneca insuflável made in Taiwan que, segundo os seus apreciadores, tem algumas particularidades muito apelativas, entre as quais, dizem, parece destacar-se a boca grande (não confundir com a Manela Boca Guedes), tudo graças ao avanço tecnológico e ao progresso da tecnologia que vai dar ao mesmo porque são situações que se interpenetram e coadunam numa transposição metatética, ajustando-se simplesmente como se fossem peças de um puzzle chinês (fabricado na China), isto muito a propósito do caso daquele sujeito com tendências suicidas, apanhado várias vezes com a boca na botija por tentativa desesperada de pôr termo à vida a todo o gás, ademais, na primeira pessoa ou ele não fosse um suicidário militante desde a primeira hora, também isto, obviamente, só para sublinhar que nem todos temos estrutura mental para aguentar a puta da vida, dado que uns nascem em berços de ouro e outros em palhinhas o que é uma cena fodida como devem calcular e é preciso enfatizar que todos somos filhos de Deus e o sol quando nasce devia ser para todos e não vale a pena tapá-lo com uma peneira, dado que os seres humanos são uns seres errantes, daí São Jerónimo (não confundir com Jerónimo de Sousa) ter inventado a locução "errare humanum est" e, por via dessa frase infeliz, qualquer desgraçado erra, inclusive eu, mesmo que me vanglorie de ser barra em qualquer coisa como, por exemplo, cantar a "portuguesa" enquanto lavo as próteses dentárias com pasta medicinal Coito, à semelhança daquele famoso artista português que não precisava de palavras para nada, interrompendo (não confundir com coito interrompido) para comer azeitonas cordovil que são mais carnudas, suculentas e menos reimosas para o hemorroidal e beber simultaneamente um gin tónico com Alcaceltzer porque há gostos para tudo, sei lá, coisas que se podem fazer como não fazer ou até gargarejar com uma mistura de bicarbonato de sódio e meia de sulfato de zinco, juntando-se um ou dois pirolitros, bebendo-se "on the rock" e acompanhando-se ao piano com aquela terna balada romântica do Quim Barreiros, "Quero cheirar o teu bacalhau, Maria", sendo que é fundamental que todos nos sintamos bem na companhia efémera da querida Primavera porque, só mais querida e linda do que ela é a Nastassja Kinski (apesar de já estar com caruncho, mas isso até eu que também já fui lindo), pela qual tenho um devaneio porque sim, prontos, q'é que querem?(3)
A talhe de foice e sem martelo porque, para martelo, já bastaria martelar os cornos do cabrão do Putin, aqui fica uma curiosidade mórbida que até parece macabra, senão, vejam bem que uma equipa internacional de arqueólogos, por sinal, muito bem conceituada pelos seus pares, descobriu, há tempos, dez esqueletos de gente pré-histórica, em muito bom estado decomposição (é caso para admirar ao fim de milhares de anos) juntamente com uma dentadura que parece ter pertencido a um mamute. (3.1) Mais a mais, a dentadura revelou ter nascido na boca do dito no ano 3033 antes de Cristo, mais coisa, menos coisa, confidência que deixou os cientistas incrédulos e o caso não era para menos, de tal modo que desataram a rir com nervoso miudinho e é claro que ao observarem os dentes do extinto animal com mais atenção, não os pouparam (os dentes) a elogios, apesar de estarem muito cariados (naturalmente, digo eu), e assim não tiveram outro remédio senão datarem o achado com carbono 14 por causa das teimas! (3.2)
(1) Primeiro e exclusivo ponto final, parágrafo, mudança de linha.
(2) Os raios solares demoram cerca de oito minutos até chegarem à Terra que, por ser um planeta, não tem luz própria (para quem não sabe), mas também se consegue complementar a luz solar directa com a luz produzida pela EDP que, é preciso dizê-lo, é a mais cara da UE, tendo em conta os nossos salários e pensões terceiro-mundistas, mas, se assim não fosse, e justiça lhes seja feita, os chinocas não tinham investido na nossa reserva estratégica de electricidade em pó.
(3) e (3.1 e 3.2)) Peço desculpa pelos pontos de interrogação e exclamação que ainda são pontos até ver.

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A MARIONETA DE PUTIN

por João Brito, em 11.03.22

marioneta.jpg

 

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O TROGLODITA

por João Brito, em 09.03.22

o troglodita1.jpg

Conclusão: o que importa, mesmo, é a gente continuar a comer coisas boas como cozido à portuguesa; feijoada à transmontana; grão de bico com mão de vaca; pezinhos de coentrada; pataniscas de bacalhau com arroz de tomate malandrinho; joaquinzinhos com arroz de grelos; arroz de cabidela; carne de porco à alentejana; lulinhas fritas à algarvia; iscas com elas; ensopado de cabrito; tripas à moda do Porto; bacalhau à Zé do Pipo; polvo à lagareiro; alheira de Mirandela; carne de porco à alentejana; ensopado de borrego; sopa de cação; sopas de beldroegas; migas; sardinhas assadas com pimentos; açorda à alentejana (peço desculpa por insistir na gastronomia do meu querido Alentejo) e que me perdoem os habitantes daquelas terras, certamente com fruitivos pratos típicos, das quais me esqueci. Se calhar, por ser pouco viajado e, por conseguinte, nunca ter provado o que de bom lá se come.
Mas o que interessa aqui, nomeadamente a quem preza religiosamente a sua saúde e quer sobreviver para além dos trinta e cinco anos de longevidade dos nossos antepassados de há milhares de anos, é comer à tripa forra até ficar com aquela maravilhosa sensação de enfarte.
Finalmente, bem empanturrada, a gente senta-se num sofá até que a moleza passe. Pode, inclusive, beber um bagacinho ou dois para acelerar o processo de metabolização.
Detesto solenemente pessoal que defende ideias parvas como a combinação de exercício físico com "uma dieta equilibrada e saudável"! Para quê?! O paradigma do troglodita é bem esclarecedor, valha-lhes Deus!
E como observação final, digo que devem aproveitar a nossa fantástica gastronomia, quanto antes, pois nunca se sabe se daqui a um mês não vamos ter necessidade de tomar comprimidos de iodo. E não estou a ser pessimista, palavra! Olhem, por exemplo, este fim de semana vou comer um arrozinho de marisco à Ericeira. Vai custar uma nota, mas que se lixe! Vão-se os anéis, ficam os dedos...

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