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O TANGO

por João Brito, em 27.08.15

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A origem do tango parece situar-se no Rio da Prata, um estuário criado pelos rios Paraná e Uruguai, cujo limite exterior é uma linha imaginária que une Punta del Este (Uruguai) com Punta Rasa no extremo norte do Cabo San António (Argentina).
Esta forma envolvente de expressão artística não tem uma origem muito clara. Todavia, a pouca documentação existente aponta para a hipótese do tango descender da "habanera" e ser dançado nos lupanares de Buenos Aires e Montevideu, em finais do século XIX, acompanhado com instrumentos como o violino, a flauta e o violão. Nesse período inicial era dançado por dois homens cujos rostos nunca se fitavam.
Jorge Luis Borges escreveu que, pelas suas características, o tango deve ter nascido em Montevideu ou Buenos Aires. O "bandoneón", que actualmente o caracteriza, chegou à região do Rio da Prata no início do século XX, nas malas dos imigrantes alemães.
Existem poucas partituras da época, pois os músicos de tango eram musicalmente analfabetos e, provavelmente, interpretavam-no sobre a base de melodias já existentes, tanto de "habaneras" como de "polcas".
Certamente, muito mais haverá para dizer sobre esta arte de dança, na minha opinião, tão fascinante quanto voluptuosa. Particularmente, quando dançada por um homem e uma mulher...

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DISCURSO INDIRECTO LIVRE

por João Brito, em 07.08.15

discurso.jpg

Agora, estamos bestialmente melhor! O país já começa a colher os dividendos do corte substancial nos salários e pensões dos contribuintes.
Há mais emprego, mais saúde (os hospitais e centros de saúde foram autorizados a comprar papel higiénico), melhor educação e mais justiça.
A corrupção é diminuta, melhoraram os apoios sociais, há mais gente satisfeita, as exportações vão de vento em popa e, imagine-se, o Algarve está a abarrotar de gente!
Tudo isto como resultado do compromisso que assumiram com Portugal de que vão trabalhar com esforço empenhado para transformar a nossa economia numa das dez mais competitivas do mundo na próxima legislatura. Verdade?! Até eu estou perplexo!
Porém, nada está concluído porque isto é só uma projecção para os próximos quatro anos. Contudo, garantem que a caminhada vai prosseguir no sentido de guiar os portugueses, sem excepção e sempre irmanados no mesmo espírito, como tem sido atributo do governo, até um final muito feliz.
É óbvio que o governo tem todo o empenho em reconquistar o coração dos portugueses e, por conseguinte, ser muito querido enquanto durar a campanha eleitoral. Aliás, é perceptível a olho nu - basta abrir os olhos - que estão mais descontraídos na sua relação com o governo; já não o recebem com duas pedras na mão, não obstante andarem com a pedra no sapato desde que o Primeiro Ministro quebrou todas as promessas eleitorais que havia assumido publicamente.
Mas, aqui fica a habitual pergunta de retórica: não é o que todos os políticos fazem? Não é inédito, n'é verdade? Todavia, juram sempre pela sua imaculada honra que a última coisa que farão é atirar a pedra e esconder a mão e tampouco revogarão, de ânimo leve, a tomada de decisões irreflectidas que venham a tomar, no sentido de não pedir mais sacrifícios aos portugueses!

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